Os malefícios do preconceito literário na vida do jovem leitor


Hoje vou falar sobre algumas atitudes hostis que vejo na internet, é o tal do preconceito literário.
Ele é aparentemente inofensivo, mas completamente devastador. E como qualquer tipo de preconceito, deve ser debatido e COMBATIDO.

As pessoas que disseminam o preconceito literário acreditam que estão fazendo um favor para a humanidade ao criticar um determinado livro e as pessoas que leem esses livros, pois segundo eles, devemos estimular a leitura de bons livros... Claro! A melhor maneira de fazer isso é dando pitaco na leitura alheia? Melhorem...
O que eles não percebem é que essa não é uma atitude inteligente, pois ao insultar um livro e principalmente jovens leitores por causa das suas leituras, podemos desestimular um leitor em potencial, ou seja, o tiro sai pela culatra.
Vou falar da minha experiência como leitora, para dar um exemplo de como ler livros que eu QUERIA, me fez amar a literatura.

Eu sempre gostei de histórias, isso porque minha mãe contava uma todos os dias. Lembro que um dos meus desejos era aprender a ler para conhecer uma história na hora que eu tivesse vontade e não apenas na hora de dormir.
Aprendi a ler muito rápido e desde aquela época devorava livros. Como vocês devem imaginar, eu não lia Machado de Assis, Dostoievski, Saramago, Fernando Pessoa, James Joyce, Clarice Lispector e afins, afinal, eu tinha 6 anos! Comecei com fábulas e conto de fadas e amava a tal "moral da história". O tempo foi passando e eu comecei a querer livros mais consistentes, como: O Pequeno Príncipe, Pollyanna, Revolução em Mim, toda a coleção Vagalume e por aí vai... Mergulhei na literatura infanto juvenil e fiquei nela durante um bom tempo.

É claro que eu fui crescendo e queria algo mais, foi quando procurei livros mais adultos, mas não os clássicos. Li livros para adolescentes, romance de banca de jornal, aliás, eu li MUITOS romances de banca de jornal, daqueles que tem uns musculosos na capa e uma mulheres quase desmaiadas. Eu gostava de ler esses livros, mas como antes, eles passaram a não me interessar mais. Eu precisava de algo mais consistente, algo que me passasse alguma mensagem, que me fizesse refletir ou simplesmente me encantasse pela genialidade do autor. Foi a partir desse momento, depois de ler muitos livros considerados ruins, como os livros de banca de jornal, que eu li os clássicos. Li de Machado a Frank Herbert e os leio até hoje.
E não é porque eu leio clássicos, que não leio livros contemporâneos ou mais leves. Tudo, também, é uma questão de gosto. Eu amo distopias e leio as YA e as clássicas. Eu simplesmente leio o que eu quero e ninguém tem o direito de interferir nas minhas leituras.

Não sou Cult por ler clássicos, até porque eu ainda não tenho bagagem literária suficiente para ler alguns deles, como Ulysses.
De nada adianta ler James Joyce ou Dante e não absorver a obra, não entender a mensagem que o livro quer passar. Ler por obrigação, ou só para parecer inteligente, além de idiota é desanimador, pois antes de qualquer coisa, a literatura é uma forma de entretenimento e entretenimento, como a palavra diz, precisa entreter.

Um outro exemplo é a minha irmã mais nova. Quando eu a vi pela primeira vez com um livro fiquei muito feliz. Ela não estava lendo Aluísio Azevedo ou Tolstói, ela estava lendo Crepúsculo e foi esse livro, tão odiado pelos PIMBA´S (pseudo intelectual metido a besta e associados), que introduziu a literatura em sua vida. Hoje ela lê Jane Austen e tem apenas 15 anos.
Mas se eu tivesse tirado o livro da mão dela e dito: "Esse livro é ruim! Vampiro purpurinado garota! Hahaha... Não leia isso. Toma esses contos da Clarice Lispector, isso que é bom!" Sabe o que provavelmente teria acontecido? ela teria "tentado" ler os contos e não se sentiria tão empolgada, no final iria parar de ler.

A tentativa de obrigar o jovem leitor a ler o que VOCÊ acha bom, além de pretensioso é maléfico, pois essa atitude desestimula o jovem leitor e se não desestimular, ele irá criar um bloqueio aos clássicos, pois leu uma vez, não entendeu nada e odiou. As chances de lê-los novamente será diminuída.

Portanto deixe os jovens lerem o que lhe "der na telha!". Há tempo para tudo nessa vida, atropelar o curso natural das coisas é desastroso e ter qualquer tipo de preconceito é vergonhoso.
Jovens e não jovens, leiam o que quiserem sem ter medo de ser feliz, leiam sem vergonha e sem se importar com o julgamento alheio, afinal, os outros são apenas os outros.
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Sobre Francine Nunes

Quase química. Amante de livros, séries e filmes. Assim como o Cazuza, meus heróis morreram de overdose. Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força.

27 comentários :

  1. Olá
    Adorei seu texto e super me identifiquei com ele. Aprendi a ler cedo e li muitos romances de banca, muitos mesmo. Chega uma hora que queremos outras histórias, mas não podemos deixar de ler o que gostamos. Muita gente desanima por conta desse preconceito bobo.
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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  2. olá!
    Que post bacana. Sempre tem alguém com preconceito.
    Bom mesmo é ler seja qual for o gênero de livro.
    bjs

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  3. Que post pertinente e útil. Já mandando o link para várias pessoas que PRECISAM ler isso.
    Eu acredito que a leitura é válida sempre, principalmente se estimula a ler mais e mais.
    Adorei
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  4. Oi Fran,
    Eu simplesmente amei o post de hoje. Tudo o que você relatou é relevante e precisa ser acolhido. Muitas pessoas julgam o gosto literário de outras pelo simples fato de se sentirem maiores e não admitem serem colocados no mesmo saco de leitores com pessoas que "não são leitores de verdade". Experiência ao monte estão aí para demonstrarem ao contrário, você mesmo durante o post mostrou isso. Ninguém é obrigado a ler o que agrada os outros, a leitura é algo particular. Têm dias que você vai querer ler algo menos complexo e até bobo, mas isso não quer dizer que você não pode ser chamado de leitor ou que não se tornará realmente um. Os primeiros passos são importantes e devem ser sempre motivados. Eu mesma, comecei a ler por causa de Crepúsculo e em nenhum momento me envergonho por isso, essa saga foi o ponta pé inicial para me mostrar esse mundo tão diverso e divertido. Hoje leio de tudo, dos clássicos até aqueles que muitos criticam, claro que com o tempo o meu gosto foi se moldando ao meu perfil, mas nenhuma das experiências anteriores foram descartadas por isso, tudo foi importante no decorrer da minha descoberta. Enfim, adorei seu post, muito significativo. Quem dera muitos desses "críticos literários" pudessem enxergar dessa forma.
    Bjim!
    Tammy

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  5. Olá amore,
    Parabéns pelo post, um arraso... falou tudo!
    Acho que muita gente critica sem ao menos saber de fato ou pesquisar sobre o livro... isso que é pior.
    As pessoas devem ter em mente que existe o livre arbítrio – graças a Deus – e por isso não devemos criticar nada... cada um lê ou escreve aquilo que quer... afinal, nenhum autor obriga seus leitores a lerem seus livros...
    Confesso que não curto muito essa modinha de Youtubers... pela falta de conteúdo... mas... cada um cada um... respeito....

    Beijokas
    www.facesdeumacapa.com.br

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  6. Oi!

    Que exccelente post! Vou até compartilhá-lo no facebook.
    Eu concordo totalmente contigo, deixem as pessoas lerem o que elas tem vontade, ninguém é menor do que ninguém, porque fulana le john green e a outra Tolstoi. Preconceito é burrice gente. Haha. Adorei bastante teu texto, parabéns!!

    beijos :D

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  7. Seu post só diz verdades. Fui ler com dezoito anos e comecei com Crepúsculo, li todos os quatro livros online, depois fui para Harry potter, e assim fui indo, rsrs.
    Eu nem tento me estressar quando vejo este tipo de preconceito, é coisa de gente com mente pequena, nem vale a perda de tempo.
    Mas seu post ficou demais, e espero que esse tipo de gente leia!
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  8. Adorei o post. Mais real e verdadeiro que isso, impossível.
    É difícil ser um leitor e não se identificar. Confesso que já critiquei minha irmã por alguns tipos de livros que ela lê e agora parei pra pensar. Há dois anos ela se quer tocar em um livro, nem quando obrigada pra trabalhos escolares e hoje ela lê e recheia a estante junto comigo. Não seria pior se ela simplesmente não lesse?
    Quando comecei a ler, gostava muito de YA e até hoje os leio, apesar de não ser minha preferência, então não faz sentido criticá-la por ela ler apenas romances de época. Assim como eu, futuramente ela pode se interessar por outros estilos literários.
    Assim como você fui ler os clássicos apenas vários anos após ingressar na vida de leitora. Li Machado de Assis no ensino fundamental obrigada pelos professores e detestei. Quando reli anos após consegui apreciar melhor suas histórias e compreendê-las.

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  9. Esse post merece aplausos, é um tema que vem sendo discutido bastante, muita gente acaba se importando demais com o que os outros lêem ou deixam de ler.

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  10. PIMBA´S... Adorei o termo!!! rsrsPois é isso, as pessoas preferem depreciar do que incentivar. Sou leitora desde meus 9 anos e bem novinha li Moby Dick e odiei, não soube absorver o que a história trazia, tentei ler quando tinha uns 22 anos e novamente não me prendeu, então pensei... Está aí um livro que estará na minha cabeceira na minha velhice...
    As pessoas não com´reendem que temos que começar de algum lugar e a nós mesmos compete decidie se tal livro será bom ou não, se aquele é ou não o momento de ler determinado título. Odeio esse tipo de preconceito, sempre falo que todo mundo tem que ler ao menos a embalagem do papel higiênico, caraca! rs
    Adorei seu texto, muito. Muito útil.
    Obrigada"
    Beijos
    Viviane

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  11. Olá, adorei sua matéria, realmente é algo real na nossa sociedade, e que eu sofro muito, comosou estudante de letras as pessoas esperam de mim que eu somente leia clássicos, poesias,no momento que me vêem com um livro que não seja de carlos drummond de andrade o shakespeare vem com 10 pedras na mão dizer que só estou no curso por modinha, gosto sim de ler os clássicos, mas não é só deles que minha vida literária se resume,cada um tem seu gosto literário e ninguém tem o direito de julgar o outro por isso, se eu ver um jovem lendo sei lá, um quadrinho que seja , livro de youtuber, eu vou me sentir orgulhosa pois dali ele pode passar para outros e tomar gosto pela leitura.

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  12. Oi Francine... Aonde eu aperto o botão para aplaudir e reaplaudir o seu post?
    Preconceito é ruim não importa a forma ou a origem. Acredito que as pessoas tem o direito ao livre arbitrio para fazer o que quiser da sua vida, ou no caso, ler o que quiser.
    Todos tem que começar de uma forma e livros são livros, independente de qualquer coisa e leitor também é leitor, não importanto o livro que lê.

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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  13. olha, eu detestei crepúsculo e não me considero pseudointelectual por isso nao, não gosto porque achei o livro ruim e tenho direito a isso, como muitos tem o direito de amá-lo...
    já li muito romance de banca quando era adolescente, li clássicos, li do que podia e hoje em dia seleciono melhor minhas leituras... preciso dar prioridade aqueles que realmente tenho vontade de ler, devido aos afazeres do cotidiano...
    infelizmente falta tempo pra ler tudo, então tem que rolar uma 'peneira' pra ver o que quero mesmo ou não ler... vezemquando rola de ler algo que não tem muito a ver comigo, mas não é sempre que isso acontece...
    eu sempre procuro incentivar meus alunos, mesmo com livros que eu não gosto, mas que acho serem adequados pra faixa etária deles, ou pelos gostos mesmo...

    bjs...

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  14. Olá!
    Acho horrível esse preconceito literário. Acho que cada pessoa deve ler aquilo que a faz sentir bem, e não obras renomadas apenas para pagar de cult e inteligente. Eu amo Crepúsculo mesmo, mas também amo clássicos ingleses. Gostar de um não quer dizer que, necessariamente, você precise odiar o outro.
    Beijos.

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  15. Olá!! :)

    Eu concordo contigo, esse preconceito e uma porcaria que so atrapalha a vida dos leitores, e que impede a existência de muitos outros!! :)

    Se ele/a quer ler John Green não deve ser chamado de modinha, se le clássicos não e o nerd, se le romances hot não e prostituta..! Nem Crepusculo nem o que for! :) O exemplo da sua irmã também e bom.. Ah! E adorei essa dos PIMBA's! :) ahah

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  16. Olá,
    Achei bem legal seu texto e esses preconceitos literários não ajudam de forma alguma os jovens a terem interesse em ler. Não acho modinha esses livros e uma pena quem pensa assim. Bem legal o exemplo da sua irmã e adorei o post!
    http://www.virandoamor.com/

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  17. Excelente texto, Francine, concordo em gênero, número e grau. Um leitor é feito de fases, um jovem leitor não vai começar a ler clássicos logo de cara, salvo as exceções, claro. Até porque, como você bem pontuou, há a questão da bagagem, da capacidade de absorver ou não certas mensagens.
    Eu acho uma tremenda bobagem esse preconceito, vejo muito isso, principalmente nos grupos literários do Facebook!
    Outra coisa que acho errado é a obrigatoriedade de certas leituras nas escolas!
    Aí o jovem sai da escola falando que literatura brasileira é chata! Oras, claro que ele vai achar chato, com uma pessoa o obrigando a ler algo, algo que ele sequer pode entender por completo, fica meio difícil de gostar mesmo.

    Beijos

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  18. Olá.
    Eu intendo totalmente tudo o que vc disse no texto. Sempre fui uma menina que gostava de romances, livros cheios de amor com finais felizes, mas com o passar do tempo eu comecei a ler clássicos e eu gostei de alguns, outros nem tanto, mas não é porque eu sou uma romântica incorrigível que só quer finais felizes, é porque eu realmente não gostei da escrita ou da historia m si.
    Já fui muito criticada por seu uma universitária que lé livros clichês e românticos e quando decido ler um clássico para variar a leitura as pessoas dizem que não sou capaz de intender a profunda complexidade de certas obras.
    Com o passar dos tempos tenho aprendido que não posso dar ouvidos para as pessoas que só sabem me criticar e tentar saber mais que eu do meu próprio estilo de leitura.
    Hoje sou muito feliz com meus
    contemporâneos YA e meus Machado de Assis.
    É bom saber que eu não sou a única que já sofreu com isso e pode superar tudo e continuar lendo o que gosta.
    Bjssssss

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  19. Olá Francine,
    Está sem aplaudida de pé!
    Diferente de você não tive influências para ler, então, comecei de velha, mas sou aquele tipo de pessoa que lê de tudo, tipo, tudo mesmo, clássico, contemporâneo, YA, NA... enfim, até gêneros que não curto eu leio, mas essa questão do preconceito que você é cult por ler clássicos é errada. Conheço pessoas que leem clássicos e não absorvem nada, como você disse e de que adianta?
    Acho que nós temos preconceito com tudo, tudo incomoda e atrapalha. No dia que a vida for mais leve será melhor.
    Vou compartilhar esse texto mil vezes.
    Beijos

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  20. Olá!
    Eu comecei a gostar de ler livros depois que li uma biografia de Michael Jackson e depois embarquei em Crepúsculo e não parei mais. Acho que cada um ler o que gosta. Hoje em dia o meu gênero favorito é romance adulto e não tenho vergonha de falar, se você não gosta não critica. Cada um tem o seu gênero ideal. Gostei muito da forma que você abordou o tema e acho que as pessoas tem que parar de mi mi mi.
    Beijinhos!

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  21. Oie...
    Fascinante é a palavra que define seu post! Simplesmente AMEI <3
    Acho um absurdo o tal preconceito literário, e o pior, é que o lugar onde mais o encontrei foi no skoob, famosa rede social literária, foi inúmeras vezes que ao cadastrar algum livro atual (como John Green, Rainbow Rowell etc) perdia algum seguidor ou amigo e ainda teve uma vez que uma leitora criou um tópico num grupo estimulando os skoobers falarem quais eram seus preconceitos literários, dá pra acreditar?
    Ao contrário de muita gente, comecei minha vida literária lendo livros mais complexos como Machado de Assis, Érico Verissimo, Graciliano Ramos, José de Alencar e por aí vai, porque, na época pegava livros na Biblioteca Municipal e por lá só tem livros assim, daí conheci outros mais atuais e peguei a ler ambos. Hoje tenho o maior orgulho de ler desde Machado de Assis até John Green! Aliás, o melhor é encontrar jovens que leiam, e não o que leiam, pois, cada um é dono de seu gosto literário, conheço blogueiras literárias que nunca leram clássicos, enfim, cada um lê o que quer ;)
    As únicas leituras que me recuso a fazer são livros de terror, porque sou uma baita medrosa e livros eróticos, porque acho nojento aquelas cenas sensuais exageradamente descritas, mas, respeito quem os lê.
    Beeeijos

    Diane Ramos do blog Coisas de Diane

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  22. Oiee, tudo bem??? Quando li o título pensei: c*&#@, eu sofro desse mal! Mas não, eu entendi errado. Eu tenho preconceito com alguns GÊNEROS literários, tipo hot, que já pego pra ler dizendo: sei que não vou gostar! Acho que estimular a leitura é válida de qualquer forma cara, não tem isso não. Cada um lê o que gosta, e o fato de ter lido bons livros não faz ninguém deixar de ser idiota huhauhauhaa, eu comecei lendo turma da mônica po. Como você mesmo falou, não adianta encher a boca pra dizer que lê clássicos e não absorver o que foi lido. Fala sério, todo livro tem uma mensagem, o que importa é entender e ler... SEMPRE! Bjosss

    http://porredelivros.blogspot.com

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  23. Olá!
    Assino embaixo de todas as linhas do seu texto, me irrita muito ver o pessoal julgando as obras nas redes sociais e detonando as pessoas por pouco ou nada. Literatura é conhecimento, mas também é lazer, as pessoas tem o direito de ler o que quiserem. Se alguém começa a ler por causa de Crepúsculo e desenvolve para obras mais complexas, ótimo! Se não quiser sair dos contemporâneos, YA, essas coisas, ótimo também! O importante é ler o que gosta e não ler pra abrir a boca pra dizer que é cult. Enfim, acho que me estendi muito aqui hahaha amei o post, beijos,

    Luana

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  24. Olá!

    Minha nossa, estou aqui de pé te aplaudindo. Alguém precisava escrever esse post, obrigada por fazê-lo. Eu também abomino esse tipo de preconceito porque simplesmente não faz sentido algum isso. Como assim eu irei interferir no gosto literário do coleguinha? Não mesmo. Eu, por exemplo, sempre li HQ's e contos de fadas e esses tipos de história me introduziram e me mantiveram no mundo da leitura até que eu encontrasse outros tipos de livros que me agradassem. E creio que esse seja mesmo o caminho para se gostar de ler: lê o que se gosta, não o que é imposto.
    De verdade, parabéns pelo post. Amei!

    Até!
    Ingrid Cristina
    Plataforma 9 3/4

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  25. Se não gostar de Crepúsculo, livros, filmes e etc derivados recebe essa sigla PIMBA's, então me encaixo, pois não gosto nenhum pouco, pelo enredo fraco.
    Agora sobre os preconceitos literários, realmente não devemos introduzir a força aos novos leitores, apenas o que gostamos de ler, devemos deixar eles livres para que encontrem o que chamem a atenção para entrar no mundo da leitura.

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  26. Oi, tudo bem?
    Simplesmente adorei o seu texto e concordo com tudo. Realmente cada vez mais vemos esse preconceito literário chato e eu realmente não entendo o motivo de algumas pessoas agirem dessa forma. Eu mesma não gosto de alguns gêneros literários, mas não vou desestimular quem gosta, muito menos os jovens que estao começando a entrar no mundo da literatura por esses gêneros. E um dos maiores problemas é que isso não acontece só nas redes sociais, mas também nas escolas, quando os próprios professores dizem que tal livro é horrível e que devemos ler apenas os clássicos, pois esses agregam alguma coisa na nossa vida. Mas eles deviam é incentivar a ler qualquer coisa, né? Porque não da pra começar direto de um clássico. Enfim, parabéns pela postagem.

    Beijos :*

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  27. Oi, como está?
    Achei o post muito relevante e pertinente para esse tempo onde decididamente as pessoas andam dando pitacos demais na vida alheia e precisam seriamente procurar o que fazer e parar de serem tão chatas. Ok, nem todos os gêneros me atraem, mas não sou eu quem vai julgar os que gostam até porque ler é o que importa de verdade!
    Abraços e beijos da Lady Trotsky...
    http://rillismo.blogspot.com

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