Maratona literária de inverno 2017 | TBR


Heyyy leitores! Então... mais um vez eu vou TENTAR participar da MLI, ano passado eu fui um fiasco e esse ano, provavelmente, serei de novo rs. Mas, como eu sou brasileira e não desisto nunca, vou mandar uma banana pro flop e embarcar nessas duas semanas intensas de leitura.
Esse ano o Vitor dividiu a maratona em três categorias: Nível fácil, intermediário e hardcore. Eu escolhi o intermediário, porque não vou fazer a louca esse ano. Então, vamos conhecer minha TBR?


  • Ler um livro com a capa azul
DEUSES AMERICANOS, Neil Gaiman
Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e louca que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, sem sacrificar seu peculiar senso de humor e a rica estilo narrativo que ele vem exibindo desde Sandman.


Após a morte de sua esposa em um acidente de carro, Shadow é liberado da prisão antes de cumprir totalmente sua pena. Perdido, acaba por conhecer um homem misterioso, chamado Wednesday, que será muito mais importante na vida de Shadow do que ele imagina. Shadow aceita trabalhar para Wednesday, e eles se lançam em uma tempestade psicoespiritual que se torna demasiadamente real em suas manifestações.
Armado somente de seus truques com moedas e alguma determinação, Shadow inicia uma viagem fantástica pela superfície visível das coisas - ao seu redor, sob ela -, literalmente descobrindo todos os poderosos mitos que os imigrantes europeus trouxeram com eles quando chegaram àquelas terras, assim como os que já viviam lá. Eles aparecem alí onde menos se esperava, zanzando na beira de estradas, comendo hamburgueres, são agora trapaceiros, prostitutas, sombras. "Esta não é uma boa terra para deuses", diz Shadow.
Mais do que um turista na América, Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro - e, ao mesmo tempo, de dentro para fora - da alma e espiritualidade do país e do povo americano: suas obsessões por dinheiro e poder, sua miscigenada herança religiosa e as conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.
  • Ler um livro com menos de 200 páginas
O SENHOR DAS MOSCAS, William Golding
Um grupo de jovens é retirado de uma cidade atingida por um bombardeio atômico. Eles passam a viver numa ilha deserta do Pacífico e lá reconstituem os valores da sociedade em que viveram. Este romance é considerado a obra-prima do prêmio Nobel de 1983. Publicado originalmente em 1954, Senhor das Moscas é um dos romances essenciais da literatura mundial. Adaptado duas vezes para o cinema, traduzido para 35 idiomas, o clássico de William Golding — que já foi visto como uma alegoria, uma parábola, um tratado político e mesmo uma visão do apocalipse — vendeu, só em língua inglesa, mais de 25 milhões de exemplares. Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos — e por seus próprios desígnios — esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo poder, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida. A nova tradução para o português mostra como Senhor das Moscas mantém o mesmo impacto desde o seu lançamento: um clássico moderno; um livro que retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano.
  • Ler um livro que você comprou pela capa
VIAGEM AO CENTRO DA TERRA, Julio Verne
Axel está prestes a viver a aventura de sua vida, ainda que a contragosto. Obrigado pelo tio a acompanhá-lo numa expedição ao centro do planeta, o jovem e perspicaz narrador diverte o leitor com seu bem-humorado relato da jornada, angustiado diante das excentricidades do genial professor Otto Lidenbrock e de seu impassível guia Hans. Fruto de meticulosa pesquisa, Viagem ao centro da Terra alia entretenimento a informação. Explorando culturas, cidades e mares, reconstrói a evolução do planeta e prova que nada é impossível quando se tem coragem. Pelo menos, o bastante para encarar uma inversão fascinante e, ao mesmo tempo, terrível bem debaixo de nossos pés: uma aparente semelhança revela o mais profundo estranhamento de nosso próprio mundo, colocando em xeque todo o conhecimento de uma sociedade. Mas é da destruição que surge o prazer da descoberta. A narrativa detalhada, poderosa e ritmada nos desafia a correr à internet para procurar cada lugar, checar cada informação. Até o momento em que o leitor perceberá estar como Verne queria cativado e irremediavelmente curioso, ávido por entender melhor seu mundo e a si próprio.
  • Ler um livro escrito por uma mulher
A ARMA ESCARLATE, Renata Ventura
O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo.
  • Ler um livro sem saber a sinopse, ou do que se trata
SANDMAN, Neil Gaiman & Yoshitaka Amano
Quando Neil Gaiman resolveu adaptar uma antiga lenda japonesa perdida, Yoshitaka Amano – o célebre artista oriental – era a única opção do escritor para a arte. Fugindo da adaptação convencional dos quadrinhos e escrevendo sua história em prosa a pedido do artista, Gaiman resgatou a lenda e Yoshitaka Amano a ilustrou e acrescentou seu toque pessoal, enriquecendo de forma ímpar o universo dos Perpétuos. Nasceu aí umas das mais lindas colaborações do universo de Sandman.
Na história, uma raposa se apaixona por um humilde monge e é a única criatura que pode ajudá-lo quando descobre que um bando de demônios pretende tomar a vida de seu amado. Com a ajuda de Morfeus, a raposa terá de usar de toda a sua astúcia e criatividade para manter o mal longe do homem que ama.
Neil Gaiman – criador do universo de Sandman – e o artista japonês Yoshitaka Amano – conhecido por seus belíssimos trabalhos em animes como Vampire Hunter D e em ilustrações para as mais variadas mídias – uniram os talentos do Ocidente e Oriente e trabalharam juntos nesta incrível versão de uma mágica história de amor oriental que rompeu os limites dos quadrinhos.
  • Ler um livro nacional
DIAS PERFEITOS, Raphael Montes
Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional.
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Sobre Francine Nunes

Quase química. Amante de livros, séries e filmes. Assim como o Cazuza, meus heróis morreram de overdose. Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força.

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