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Melhores livros de ficção científica nacional, segundo os leitores

Heeeeey leitores! Hoje trago um booklist um pouco diferente, pois não li nenhum desses livros, infelizmente, mas essas dicas são da melhor fonte: LEITORES.
Bom, em um desses grupos de leitores lindos, mais especificamente o Reino dos livros, eu perguntei qual era o melhor livro de sci-fi nacional que tinham lido, pois pretendo fazer uma maratona literária somente com esse gênero. Recebi tantas indicações que decidi compartilhar com vocês através de uma lista literária. São ao todo 12 dicas!
Confesso que será muito difícil escolher apenas alguns títulos para a maratona, mas isso é muito bom, pois é sinal de que temos opções muito interessantes de ficção científica nacional.
Bom, vamos às dicas?

1. O Esplendor, Alexey Dodsworth (Indicação de Paulo Vinicius e Cristina Lasaitis)
Aphriké é o nome de um planeta fadado à luz interminável. Um planeta considerado o único do universo, e habitado por uma raça telepática que desconhece o sono, o sonho e a privacidade. Convictos da eternidade de seu mundo, os aphrikeianos não desconfiam que tudo foi criado por R’av, um ser com poderes cósmicos e obcecado pela ideia de perfeição.
Mas mesmo um deus pode errar. Sobretudo se for um deus aprendiz e que desconhece o que realmente é.
Aprisionados a uma maldição alardeada por bárbaros liderados pela feroz Lah-Ura, os aphrikeianos nem desconfiam que seu paraíso está prestes a ser arruinado. Até que nasce uma aberração: um menino capaz de dormir. Uma pessoa capaz de, através dos sonhos, entrar em contato com Outromundo, um planeta como Aphriké, mas iluminado por um único sol amarelo. Considerado deficiente, este menino precisará se unir à letal Lah-Ura para, juntos, revelarem a verdade oculta da criação de Aphriké. Uma verdade que a luz esconde, mas que a escuridão revelará.

O Esplendor é um romance imaginativo e envolvente de Alexey Dodsworth. Quando a luz oculta a verdade, só um mergulho aos sonhos pode iluminar o mundo que nunca se apaga.


2.Guerra Justa, Carlos Orsi (Indicação de Paulo Vinicius)
Abalada por uma catástrofe natural de proporções cósmicas, a humanidade e reinventa sua religião e se unifica sob o culto do Pontífice – um homem que demonstra ser capaz de prever novas tragédias. Mas há quem duvide do bom uso desse poder e acredite que ele poderia evitar muita morte e sofrimento.
Duas irmãs, a freira Rebeca e a cientista Rafaela, veem-se envolvidas em um perigoso jogo de manipulação da realidade e são transformadas em agentes de uma conspiração que busca minar a influência do culto e desvendar o segredo de suas profecias.
Mas se o culto for destruído, quem protegerá a humanidade de uma natureza cada vez mais descontrolada? Como a conspiração poderá vencer um inimigo capaz de prever cada um de seus passos? E afinal, o que define uma guerra justa?


3. UNICELULAR, Tarsis Magellan (indicação de Túlio Cost)
Rosa Villar, agente da ABIN, é chamada às pressas para investigar o envenenamento do filho de uma influente jornalista americana que estava de férias, numa das belas praia do Brasil. O que Rosa não imaginava é que o bem-estar da criança estaria ligado intimamente a membros do alto escalão da embaixada dos Estados Unidos. E caso a cura não seja encontrada a tempo, problemas diplomáticos surgirão entre os dois países.
A agente tem fortes indícios de que a Biotech, uma grande empresa farmacêutica chinesa, está envolvida no incidente e comanda uma empreitada gigantesca no país. Isso a levará ao centro de controle da Biotech, na Ilha de Trindade.
Lá, Rosa será apresentada à Iniciativa Unicelular, um projeto que ela somente imaginou existir em histórias fantásticas. No entanto, ela sente que algo mais está à espreita, capaz de colocar não só a sua vida, mas a de todos em risco. 

Envolta em uma teia de mentiras, conspirações, segredos corporativos e inúmeras mortes, Rosa deve descobrir os mistérios escondidos em um lugar onde não só o homem, mas também a natureza, serão seus piores inimigos.


4. Angela entre dois mundos, Jorge Luiz Calife (Indicação de Mayke Medeiros)
Nascida e criada nas luas geladas de Saturno, a jovem Angela visita a Terra do século XXV e encontra um mundo alterado pela mudança climática global, onde uma nova geração de humanos vive nas nuvens, nas conchas cibernéticas de suas residências aéreas, e uma inteligência galáctica misteriosa tenta mudar os destino dos humanos. É um planeta controlado pela corporação Norland, a empresa multiplanetária que tenta mudar a face do firmamento, criando novos lares para os humanos través da engenharia planetária. Ao mesmo tempo, Angela conhece o amor e lida com o drama do desaparecimento de sua mãe em uma missão nas profundezas do espaço, que levará a jovem à espiral-fluorescente da galáxia Colar de Jóias, onde conhecerá parte do mistério sobre suas origens.

Em um novo romance, Angela Entre Dois Mundos, Jorge Luiz Calife antecede os eventos que se tornaram clássicos com as histórias da trilogia Padrões de Contato.
Tem início a saga humana que se expandirá galáxia afora, conduzida pela superinteligência da Tríade, e a partir da perspectiva da bela e imortal Angela Duncan, a escolhida para nos servir de guia por uma jornada rumo ao desconhecido. Além de ser uma aventura de ficção científica hard vibrante e movimentada que pode ser lida por si mesma, de forma independente.


5. Dezoito de Escorpião, Alexey Dodsworth (Indicação de Cristina Lasaitis)
Analisar os sistemas estelares pode ser bem arriscado. “Dezoito de Escorpião”, identificada como uma estrela gêmea do nosso Sol, é uma descoberta astronômica sem precedentes. Contudo, tal revelação põe em risco o maior segredo da Terra: Muhipu, uma comunidade secreta no coração da selva, protegida por tribos indígenas ancestrais, guardando experiências para além do conhecimento comum: a tentativa de contato com superinteligências cósmicas. Oscilando no tempo, de 1929 a 2070, o leitor é apresentado a fatos científicos reais, reconstruídos ficcionalmente. Neste impressionante romance, o autor Alexey Dodsworth se vale de seu largo conhecimento em Astronomia e Filosofia para compor um intrigante drama que explora a antiga pergunta: “estamos sós no universo?”


6. As águas-vivas não sabem de si, Aline Valek (Indicação de Edson A. de Araújo)
A três mil metros de profundidade, o oceano é um mundo sem luz, cheio das mais curiosas formas de vida e em sua maior parte inexplorado para quem vive na superfície. É nesse ambiente que mergulha Corina, flutuando no escuro como um astronauta no espaço, do jeito que gosta: cercada de água. Mas também perseguida pela sensação de que não deveria estar ali. Está sendo observada? Corina faz parte de uma equipe que pesquisa os arredores de uma zona hidrotermal com o objetivo de testar trajes especiais de mergulho. Cinco pessoas trabalhando isoladas, da superfície e umas das outras, numa estação a trezentos metros de profundidade. Como o abismo diante delas, escuro e insondável, cada uma dessas pessoas tem algo a esconder. Incapaz de afogar uma doença que pode pôr tudo a perder, Corina se vê obrigada a enfrentar seus dilemas e os dos colegas, em uma expedição liderada por um cientista com uma obsessão: encontrar inteligência no fundo do oceano. Uma história sobre mergulhar na solidão e ao mesmo tempo se cercar das vozes que pulsam no oceano. Uma história que convida a suspender o fôlego e a ouvir. Uma história que lança a inquietante dúvida: se as águas-vivas não sabem de si, sobre o que sabem então?


7. A Torre Acima do Véu, Roberta Spindler (Indicação de Cleverton Henrique)
Quando uma densa e venenosa névoa surge misteriosamente, pânico e morte tomam conta do planeta. Os poucos sobreviventes se refugiam no topo dos megaedifícios e arranha-céus das megalópoles. 
Acuados, vivem uma nova era de privações e sob o ataque constante de seres assustadores, chamados apenas de sombras.
Suas vidas logo passaram a depender da proteção da Torre, aquela que controla os armamentos e a tecnologia que restaram.
Cinquenta anos se passam, na megacidade Rio-Aires, Beca vive do resgate de recursos há muito abandonados nos andares inferiores, junto com seu pai e seu irmão. A profissão, perigosa por natureza, torna-se ainda mais letal quando ela participa de uma negociação traiçoeira e se vê cada vez mais envolvida em perigos e segredos que ameaçam muito mais do que sua vida ou a de sua família.


8. Condão, Giordano Mochel Netto (Indicação de Cleverton Henrique)
Tecnologia robótica, petabytes, Direito Eletrônico. Esses termos fazem parte do cotidiano de Edwardo, um jovem que vive em uma sociedade ultratecnológica em que o controle da informação tornou-se o meio de referência para todos. Programador virtual, ele tem uma vida estabilizada, já que suas preocupações resumem-se ao trabalho, ao relacionamento amoroso com Sílvia, biogeneticista, e à amizade antiga e franca com Jânio, professor de História Moderna e especialista na teoria do Condão. No entanto, ao presenciar, involuntariamente, o assassinato de dois jovens por drones responsáveis pela segurança pública, sua vida passa a correr risco. Robôs-homicidas? Uma possibilidade que soa impossível para um software instruído a tarefas-padrão e funções extremamente mecânicas. Pelas regiões do Brasil, Edwardo arrasta Jânio e Sílvia em uma busca incessante para desvendar o crime. Só que, quando o trio descobre que essa investigação envolve vários fatos obscuros que influenciaram o atual nível de desenvolvimento dessa sociedade, uma nova realidade se revela de forma estarrecedora.


Com força mundial, a estética steampunk vem angariando cada vez mais fãs brasileiros e portugueses. Seu apelo visual e o rico conteúdo inspirados no século XIX são o combustível certo para a produção de uma literatura que pode ser intensa, mas também descontraída. Descubra o que oito autores maquinaram nesse intricando conjunto de engrenagens que é a imaginação.
O steampunk nasceu como um gênero literário, mas ganhou vida própria e dominou a moda e as artes plásticas, tornando-se cada vez mais conhecido. Se a cultura da era vitoriana virou inspiração para essa estética, em Vaporpunk – Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades, os organizadores Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva imaginaram essa época tão distinta sob a ótica brasileira e portuguesa, repleta de inovações tecnológicas e acontecimentos inusitados.

Com a presença de renomados autores da ficção especulativa dos dois países, Octavio Aragão, Flávio Medeiros, Eric Novello, Carlos Orsi e o próprio Gerson pelo Brasil; Jorge Candeias, Yves Robert e João Ventura por Portugal; a coletânea traz oito noveletas movidas a vapor, disputas políticas, personagens famosos e armas engenhosas. Tudo isso regado a muita aventura e surpresas, porque mais do que repensar o gênero, Vaporpunk é um convite para conhecer um mundo alternativo, e o que Brasil e Portugal poderiam ter sido com tamanhas novidades.


10. Um moço muito branco, O Guimarães Rosa (Indicação de Jean Morais)
Em Um moço muito branco, novamente surge a evocação ao mistério que se perde em descrições factuais. Nos deparamos com o jogo de luz e sombra. Novamente alguém estranho precisa aparecer para lançar algum tipo de luz nova sobre a comunidade cega. De forma muito tênue, o narrador mostra que do grotesco e assustador pode surgir um ser delicado e claro de visão, ou seja, dos escombros de um possível terremoto, aparece um homem muito branco, que reacenderá, sem que o saiba, alguns feixes de luz apagados.

Um moço muito branco é uma revelação, porque nos traz um personagem que revela aos outros o que eles têm em si mesmos, e que raramente é tocado. Este personagem, caracterizado por ser muito branco "Tão branco; mas não branquicelo, senão que de um branco leve, semidourado de luz: figurando ter por dentro da pele uma segunda claridade", é responsável pela mudança da perspectiva de vida das pessoas do lugar. Novamente temos a inserção, na obra de Guimarães Rosa, de uma criatura singular, fora dos padrões sociais e até mesmo estéticos. A presença desta criatura é mostrada como fruto de uma catástrofe, de um "fenômeno luminoso" projetado no espaço, e que gerou um terremoto que sacudiu os altos, quebrou e entulhou casas, remexeu vales, matou gente sem conta....


11. O imortal, Machado de Assis (Indicação Mayke Medeiros)
"O Imortal" foi originalmente publicado no ano de 1882, encartado na revista A Estação. Dividido em seis partes, foi baseado em outro conto seu, intitulado “Rui de Leão” - e publicado dez anos antes. O conto trabalha com a história de um homem que, após abandonar o convento de frades onde vivia, casou-se com Maracujá, a filha do chefe de uma tribo indígena chamado Pirajuá. Por sua vez, certa noite ele é acordado pelo sogro, que lhe informa que, na manhã seguinte, iria morrer. Mas antes disso, o índio lhe confere um último presente: um elixir cujas propriedades confeririam a vida eterna para quem bebesse. Dessa forma, o homem se tornara imortal ao beber o elixir que, além de curá-lo de uma doença mortal, não permitiria que ele viesse a ser  acometido por qualquer outro mal, mantendo-se sempre jovem e robusto.

12. As Sete Faces da Ficção Científica (Indicação de André Borges)
O livro reúne um arsenal dos clássicos da ficção científica. Atenção especial para os contos: "Aqui não existem nuvens" e o "Expresso Oriente está fora do horário". 

Em "Aqui não existem nuvens" a história se passa em uma utopia onde agentes são comandados por uma organização para vasculharem o céu à procura de uma fissura. Isso mesmo, pois as pessoas desse mundo vivem sob uma cúpula e a fissura dessa cúpula resultaria no fim da humanidade, porém o agente Karmel com apenas uma frase tem sua percepção da realidade alterada e assim ele e sua parceira iniciam uma busca para encontrarem a verdade sobre aquele mundo.

O "Expresso Oriente está fora do horário" conta a história do casal Nartan e a gracinha Yuli que está viajando em um trem no planeta de Marte que pode fazer viagens para o passado. Ir para o futuro é totalmente proibido e quando algo dá errado nessa viagem é que a história toma outro rumo. Uma mistura de humor com ficção científica.
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Então leitores, já leram algum desses livros? Gostaram? Compartilhem com a gente nos comentários e se tiverem outras dicas comentem também, vou adorar conhecer mais títulos.

6 comentários:

  1. Li vários e gostei de todos que li.

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  2. Deus do céu... Guerra Justa, As Águas Vivas, Angela Entre Dois Mundos, numa lista de MELHORES LIVROS DE FC NACIONAL?? Isso só pode ser piada de MAU GOSTO.

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    1. Olá Caio, foram indicações de leitores, segundo eles esses são excelentes livros. Pelo visto não foram boas leituras para você. Pretendo lê-los e tirar minhas conclusões, fiquei curiosa agora...
      Abs ^^

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  3. Já que a lista inclui Rosa (um conto)e Machado, creio que alguns outros livrinhos fundamentais, antigos ou nem tanto, deveriam ser considerados: A esfinge, Coelho Neto; O Monstro e Outros Contos, Humberto de Campos; Comba Malina, Dinah Silveira de Queiroz; Testemunha do Tempo, Guido Wilmar Sassi; Piscina Livre, André Carneiro; Amorquia, André Carneiro; A Máquina Voadora, Braulio Tavares; Como era Gostosa a Minha Alienígena, Gerson Lodi-Ribeiro (org.); A Terceira Expedição, Daniel Fresnot; Fome, Tibor Moricz; Tempos de Fúria, Carlos Orsi.

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