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Misery, Stephen King


"Ele descobrira três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após ter emergido da nuvem escura. A primeira era que Annie Wilkes tinha bastante Novril (na verdade, tinha muitos remédios de vários tipos). A segunda era que ela era viciada em Novril. A terceira era que Annie Wilkes era perigosamente louca."

SOBRE O LIVRO
Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.

MINHAS IMPRESSÕES
Esse é o quarto livro que li do Stephen King e ao começar a leitura eu acreditava que iria gostar muito da história, assim como gostei de todos os outros livros. O que eu não esperava era que iria me surpreender, como poderia imaginar tal coisa? Na minha cabeça de leitora, após ler quatro livros de um autor ninguém é mais surpreendido pelo mesmo. Bom, isso que é um engano...
Misery é um livro que te prende do início ao fim. Digo isso, pois foi absolutamente impossível largar essa leitura até a última linha. Não sei se vocês sabem, mas eu costumo ler mais de um livro por vez e quando se faz isso é natural dar pausa em um livro para ler outro e assim por diante. Porém ao começar a leitura de Misery eu abandonei todas as outras leituras em andamento e mergulhei de cabeça nas mazelas de Paul Sheldon e psicose de Annie Wilkes. Se vocês leram a sinopse, vão saber que toda a trama se passa na casa de uma enfermeira louca e um paciente completamente impossibilitado de se defender, some a tudo isso que o tal paciente era um escritor famoso e a estranha enfermeira sua fã número um. Temos então, a receita de um desastre ou de uma fascinante história.
Diferente de O iluminado em que a narrativa é uma crescente de terror até o ato final, em Misery o terror está presente desde o começo representado pelo terror psicológico ao qual o Paul é submetido. Ao decorrer da história o horror rouba a cena, com situações sanguinárias e muito, mas muito difíceis de ler. Essa é uma das características do Stephen King, passar através das palavras o que os personagens estão vivendo, se tem uma coisa que a escrita do king não é: rasa. A captura do leitor na narrativa é tal que o coração acelera, as mãos suam frio e o medo se torna real, mesmo sabendo que estamos seguros no sofá da sala. Isso que é brilhantismo.
No mais, Misery foi uma das minhas leituras favoritas do autor e eu super indico para aqueles que apreciam uma boa dose de medo.

Título: Misery: Louca obsessão | Autor: Stephen King | Páginas: 326 | Editora: Suma de letras | Gênero: Suspense/Terror

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